quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

EPÍLOGO

TOM CORREIA (12/01/2012)


Vejo dentro dos teus olhos muita fúria e indignação
Conflito e revolta, desordem e provocação.

Entre choros e lamentos, dirimimos os tormentos
Construímos uma trama de ousadia e de proventos.

Sucumbindo e afundando em um mar de valentia
excessiva avidez em alcançar sua maestria.

Precedendo que está perto do final
Concedendo e assentindo um benefício amoral

Quantas vidas eu preciso morrer?
Quantas mortes eu vou ter que viver?
Quantas vezes eu vou ter que ficar velho pra aprender?

O fim está voando em sua direção,
Baixam-se as cortinas, não tem mais refrão

Acabou o tempo encerrou o jogo
O silêncio é o prenúncio do epílogo.

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