AMARRAS
TOM CORREIA (06/05/2013)
A minha queixa hoje é uma revolta
minha mão comprime meu gemido
A minha alma afronta sua escolta
não deixarei meu desejo ser abatido
Dispararei minha metralhadora de palavras
com minha boca
cheia de argumentos
Arrancarei essas algemas
do meu pulso
pra receber de volta
meu alento
Posso ter tudo o que quero, basta não querer
Posso ser aquilo que não quero, basta sofrer
Posso me libertar de
suas idéias?
Talvez não queira responder.
E nesse jogo inconsciente de amarras a quebrar
eu enfrento tudo aquilo que vem me acovardar.
Em busca de paz,
em busca de mais
em busca de um mundo que não me deixe pra traz.
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