segunda-feira, 6 de maio de 2013


AMARRAS

TOM CORREIA (06/05/2013)


A minha queixa hoje é uma revolta
minha mão comprime meu gemido
A minha alma afronta sua escolta
não deixarei meu desejo ser abatido

Dispararei minha metralhadora de palavras
com minha boca 
cheia de argumentos
Arrancarei essas algemas 
do meu pulso
pra receber de volta 
meu alento

Posso ter tudo o que quero, basta não querer
Posso ser aquilo que não quero, basta sofrer
Posso me libertar de 
suas idéias?
Talvez não queira responder.

E nesse jogo inconsciente de amarras a quebrar
eu enfrento tudo aquilo que vem me acovardar.
Em busca de paz, 
em busca de mais
em busca de um mundo que não me deixe pra traz.


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